Semana Franco-Alemã pela Paz: 100 anos após a Primeira Grande Guerra [fr]
Em 2018 celebra-se o centenário do fim da Primeira Guerra Mundial. Nesta ocasião, as embaixadas da Alemanha e de França em Portugal organizam uma Semana Franco-Alemã pela Paz para que a memória deste acontecimento histórico da maior importância sirva o nosso ideal de paz e de reconciliação na Europa.
- Na segunda-feira, 12 de novembro, a partir das 17h30, terá lugar uma cerimónia em memória do armistício de 1918, na seção consular da Embaixada de França. No mesmo dia, às 18h30, realizar-se-á uma receção franco-alemã por ocasião das Comemorações do Centenário do Armistício da Primeira Guerra Mundial e do Fórum de Paris para a Paz (11-13 de novembro), na Embaixada de França.
- Na terça-feira, 13 de novembro às 17h00, haverá uma intervenção conjunta dos embaixadores Jean-Michel Casa e Christof Weil para os alunos dos liceus francês e alemão, no Lycée francês Charles Lepierre.
- Na quarta-feira, 14 de novembro, terá lugar um jantar franco-alemão, a convite do Embaixador alemão, Dr. Christof Weil, na residência do Embaixador da Alemanha.
Esta semana franco-alemã pela paz, em Lisboa, inclui dois eventos culturais abertos ao público : uma conferência debate sobre o tema Filosofia e crise após a Primeira Guerra Mundial, e a exibição do filme Frantz, de François Ozon, que abordam este tema de maneira pouco habitual baseando-se no espírito da época (« Zeitgeist ») e na sua expressão cultural assim como na sua influência até aos dias de hoje.
A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) é considerada a catástrofe seminal do século XX, que mudou fundamentalmente a vida e o pensamento dos povos da Europa. No entanto, os abalos da guerra e consequentes atribulações dos anos 1920 constituíram também o terreno fértil para uma "explosão do pensamento".
Qual era então o pensamento intelectual nesta década de filosofia? O que fez eclodir esta "explosão de pensamento"? Como foram recebidos os filósofos alemães (Martin Heidegger, Ludwig Wittgenstein, Walter Benjamin, Ernst Cassirer) na terra do suposto e antigo "arqui-inimigo" francês? E em Portugal, quais os filósofos que cunharam o pensamento nesses países após a Primeira Guerra Mundial?
E em que medida as teorias destes pensadores foram mobilizadas e usadas no caminho para a próxima catástrofe, a Segunda Guerra Mundial?
Estas questões serão discutidas pelo autor do livro “O Tempo dos Magos”. “A Grande Década da Filosofia 1919 - 1929”, Wolfgang Eilenberger, o professor de filosofia e perito de filosofia alemã Jean-François Courtine e pela filósofa Maria Filomena Molder, num debate moderado por Gerd Hammer, Professor da Universidade de Lisboa.
De entrada livre, o debate acontece a 15 de novembro, pelas 19h00, no Goethe Institut, em Lisboa, e tem tradução simultânea em alemão, português e francês.
No sábado seguinte, a 17 de novembro, também às 19h00, no Goethe Institut, é exibido o filme Frantz(FR / DE 2016, 113 min.), de François Ozon (entrada livre e gratuita).
Sinopse: Após a Primeira Guerra Mundial, a jovem alemã Anna visita todos os dias a campa do seu noivo Frantz, morto em combate. Um dia conhece Adrien, um misterioso jovem francês que também visita a campa de Frantz. A sua presença, tão repentina após a guerra, vai agitar os ânimos na cidade. FRANTZ é inspirado no filme O Homem que Eu Matei (1932), de Ernst Lubitsch.
BIOGRAFIAS
Wolfram Eilenberger estudou Filosofia, Psicologia e Estudos Românicos em Heidelberg, Turku e Zurique e fez seu doutorado sobre Michail Bachtin. Desde 1999, trabalha como publicista, escrevendo entre outras publicações, para o semanário “Die “Zeit”. Eilenberger foi editor-chefe da revista “Philosophie Magazin” e, desde novembro de 2017, é diretor de programação da editora berlinense “Nicolai Publishing & Intelligence”. Além disso, é autor de inúmeros livros especializados em filosofia, traduzidos em diferentes idiomas. O seu mais recente livro “O Tempo dos Magos”. “A Grande Década da Filosofia 1919 - 1929” foi publicado em 2017 e rapidamente se tornou num bestseller.
Jean-François Courtine é especialista em Filosofia Alemã e em História da Ontologia, é membro honorário do Instituto Universitário de França e professor emérito da Universidade Paris-Sorbonne. Em 2013, foi-lhe outorgado o Grande Prémio de Filosofia da Academia Francesa, "pelo conjunto da sua obra".
Maria Filomena Molder é Professora Catedrática com Agregação aposentada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (UNL). Foi membro do Conselho científico do Collège International de Philosophie, em Paris e do Groupe International de Recherches sur Nietzsche (GIRN). Desde 1978, publica artigos sobre arte e artistas selecionados em catálogos e outras publicações, entre os quais Rui Chafes, Helena Almeida, Ana Vieira, Julião Sarmento, José Pedro Croft, Bernard Plossu, Juan Muñoz, Antony Gormley, Louise Bourgeois, Francisco Tropa e Amadeo de Souza-Cardoso.
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