O Centro de Crise e de Apoio, 10 anos de acção [fr]

As missões do Centro de Crise e de Apoio (CDCS) têm evoluído, desde a sua criação em 2008, e a sua organização tem-se ajustado para fazer frente à diversidade das crises: securitárias, climáticas, humanitárias, políticas, sanitárias….

O seu trabalho não se reduz aos períodos de crise pois a actividade do CDCS começa muito tempo antes de uma crise e termina muito tempo depois da mesma.

Uma estrutura que evolui

O Centro de Crise foi criado em 2008, por iniciativa do Ministro dos Negócios Estrangeiros Bernard Kouchner com o objectivo de profissionalizar a resposta às crises e reduzir ao máximo o tempo de reacção.

Em pouco anos, esta estrutura provou a sua utilidade e eficácia por ocasião dos sismos no Haiti, no Japão ou no Nepal, de catástrofes aéreas, dos ataques terroristas em Bombaim e em Ouagadougou, com cada uma destas situações a requerer uma resposta adaptada. Destinado, inicialmente, à assistência dos Franceses em dificuldade e à ajuda humanitária e mais tarde ao acompanhamento das famílias e próximos das vítimas, o Centro de Crise foi também incumbido de antecipar as crises. Em 2007, as suas missões foram alargadas à estabilização e ao acompanhamento das saídas de crise.

Desde Novembro de 2015, o CDCS dirige igualmente a Célula interministerial de ajuda às vítimas (CIAV), activada em caso de atentado terrorista no território francês.

Mobilizar e coordenar

A acção do Centro de Crise e de Apoio ultrapassa largamente a ajuda aos Franceses em dificuldade no estrangeiro.

Uma crise não escolhe as suas vítimas e todas devem ser socorridas. O CDCS reúne numa mesma estrutura, todos os tipos de ajuda. Assim, em situação de crise, um avião que transporta socorro urgente ou ajuda humanitária destinados às populações locais, pode regressar a Paris, trazendo a bordo, compatriotas que tiveram de ser repatriados.

O CDCS alia meios do Quai d’Orsay e dos seus parceiros, outros ministérios e instituições privadas, para responder eficazmente às catástrofes e às crises de maneira a minimizar as suas consequências.

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Uma organização adaptada para responder às crises

O CDCS é composto por várias missões e unidades :

  • A Missão para a antecipação e as parcerias encarregada de criar documentos de análise para antecipar as crises e apoiar a peritagem francesa nos cenários de crise;
  • O Centro de situação acompanha em permanência os acontecimentos no estrangeiro, analisa as ameaças e riscos e planifica a resposta às crises em ligação com os postos diplomáticos;
  • O Centro de operações de urgência coordena os dispositivos de reposta às crises: célula de crise, resposta telefónica ou ainda o envio de uma missão no terreno;
  • A Unidade dos Assuntos individuais acompanha as famílias e os próximos das vítimas de morte violenta no estrangeiro e dos desaparecimentos alarmantes no estrangeiro;
  • A Missão para a acção humanitária coordena a resposta humanitária de urgência do Estado e assegura as relações com os diferentes parceiros (nomeadamente ONG, organizações internacionais, fundações);
  • A Missão para a estabilização destina-se ao restabelecimento do Estado de direito e ao apoio à sociedade civil nos países em saída de crise.

Um década de empenho

Para todos os que testemunharam ou participaram na criação e na evolução do CDCS, a década passada é descrita como uma verdadeira aventura humana.

Missões, prioridades, protagonistas… Tudo em : CDCS, une décennie d’engagement.

publicado em 19/11/2018

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