Comemorações em França da Batalha de La Lys [fr]

No âmbito das comemorações do centenário da Batalha de La Lys, o Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Primeiro-Ministro, António Costa, participaram nas cerimónias organizadas, no domingo 8 de Abril e na segunda-feira 9 de Abril, em França, onde se encontraram com o Presidente da República francesa, Emmanuel Macron.

No domingo, 8 de Abril, o Presidente português reacendeu a chama da memória, no túmulo do soldado desconhecido, no Arco do Triunfo e inaugurou uma placa comemorativa de homenagem aos combatentes da Grande Guerra.

Na segunda-feira, 9 de Abril, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa foram recebidos no Eliseu pelo Presidente da República Emmanuel Macron, durante um pequeno-almoço de trabalho.

Seguidamente, os dois chefes de Estado e o Primeiro-Ministro português participaram na cerimónia militar, que decorreu no cemitério militar português de Richebourg, no departamento de Pas-de-Calais, homenageando os milhares de soldados portugueses mortos durante a Primeira Guerra Mundial e, particularmente, durante a batalha de La Lys.

Perante centenas de pessoas que assistiram à cerimónia, entre as quais descendentes dos soldados desaparecidos, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e o Presidente Macron lembraram esta trágica batalha, acontecimento desconhecido da Primeira Guerra Mundial, que assinala o empenho de Portugal ao lado da França e o início da emigração portuguesa em França.

Os dois Presidentes instaram a que se tirem lições para o futuro a fim de se construir uma Europa unida e solidária.
“Temos de continuar a fazer da Europa o sonho de um continente, que viveu um pesadelo”, lembrou o Presidente da República Emmanuel Macron. “Nunca esqueceremos".

“Hoje, os que pensam que a história poderia repetir-se, recriando no seio da nossa Europa tensões, nacionalismos, drama, têm realmente uma má memória do sangue derramado”, declarou ainda o Presidente da República.

Aqui ocorreu "o maior desastre militar da nossa história desde 1578", lembrou, por seu lado, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. "Estes homens de 25 anos lutavam por Portugal, mas também pela França, que eles não conheciam. Sem saber, lutavam por uma outra pátria que, um século depois, iria ser a pátria de mais de um milhão de compatriotas e dos seus descendentes”.

No cemitério de Richebourg, único cemitério português em solo francês, repousam 1.831 soldados portugueses.

A batalha de La Lys

A batalha de La Lys faz parte das ofensivas alemãs na Flandres: a operação “Georgette”, concebida pelo general Ludendorff para retomar Ypres, durante a Primeira Guerra Mundial, ocorreu de 9 a 29 de Abril de 1918. Em alguns dias, a segunda divisão portuguesa, comandada pelo general Gomes da Costa (mais tarde Presidente de Portugal), com aproximadamente 20 000 homens, perdeu cerca de 300 oficiais e 7 000 homens, mortos, feridos ou prisioneiros, ao resistir ao ataque de quatro divisões alemãs, compostas por 5 000 homens da 6ª Armada alemã, comandada pelo general Von Quast.

Esta batalha foi a mais mortífera que as forças armadas portuguesas enfrentaram durante a Primeira Guerra Mundial.
Ao todo, de aproximadamente 56 500 homens mobilizados, Portugal tem a lamentar, em 1918, cerca de 2100 mortos, 5 200 feridos e 7 000 prisioneiros. Só na batalha de la Lys foram contabilizadas cerca de 50% destas perdas.

Para Portugal, esta batalha é o símbolo da sua participação na Primeira Guerra Mundial ao lado dos Aliados e o testemunho dos seus esforços de guerra. A batalha de La Lys tem, pois, um grande alcance simbólico e um importante peso histórico.

- Discurso do Presidente da República, em Richebourg, por ocasião da comemoração do centenário da batalha de La Lys.

Hommage au Soldat Inconnu lors d'une Cérémonie Militaire à l'Arc de Triomphe
Hommage au Soldat Inconnu lors d'une Cérémonie Militaire à l'Arc de Triomphe
Hommage au Soldat Inconnu lors d'une Cérémonie Militaire à l'Arc de Triomphe
Hommage au Soldat Inconnu lors d'une Cérémonie Militaire à l'Arc de Triomphe
Le président Marcelo Rebelo de Sousa a inauguré, sur l'avenue des Portugais à Paris, une plaque commémorative en hommage aux combattants de la Grande Guerre
António Costa, Anne Hidalgo, Marcelo Rebelo de Sousa et Geneviève Darrieussecq
Le Président de la République portugaise, Marcelo Rebelo de Sousa, accompagné du Premier Ministre, António Costa, reçus à l'Elysée par le Président Emmanuel Macron
Petit déjeuner de travail à l'Elysée (de gauche à droite, António Costa, Nathalie Loiseau, Marcelo Rebelo de Sousa et Emmanuel Macron)

publicado em 10/04/2018

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