Combater as alterações climáticas: o papel das mulheres [fr]

As mulheres são as mais afectadas pelas alterações climáticas.
Proporcionalmente, as alterações climáticas afectam-nas mais do que aos homens, especialmente nos países em desenvolvimento, onde se dedicam bastante à agricultura, à saúde e à energia.

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Une agricultrice au Kenya
© Neil Palmer (CIAT)

As mulheres representam 43% da mão-de-obra agrícola no mundo. Representam também 70% dos pobres, com diferenças de rendimentos em comparação com os homens que podem ir até aos 50%. Produzem entre 60 e 80% dos alimentos dos países em desenvolvimento, sobretudo nas regiões pobres e têm, mais dificilmente do que os homens, acesso aos recursos tais como a terra, o crédito, os insumos e serviços. Os papéis tradicionais que lhes estão destinados aumentam a sua vulnerabilidade e precariedade quando em situação de catástrofe natural.

As mulheres também dispõem das soluções para assegurar a vida quotidiana e a preservação da biodiversidade.
Têm os conhecimentos tradicionais, particularmente no que se refere à gestão dos recursos naturais, à inovação, à gestão da água, à agricultura, à alimentação, aos lixos e à energia.

Apesar do Acordo de Paris sobre o Clima ter, pela primeira vez, referido no seu preâmbulo, o conceito do género, os meios atribuídos ao género no âmbito do clima ainda continuam a ser insuficientes.

O plano de acção consagrado ao género adoptado na COP23 marca, no entanto, uma nova etapa que tende a reforçar os meios destinados ao género em todos os sectores de actividade, especialmente os meios de execução (finanças, desenvolvimento e transferência de tecnologias, reforço das capacidades).

Evento “A finança do clima em acção em benefício das mulheres”

Pelo facto de as mulheres serem protagonistas incontornáveis na luta contra as alterações climáticas, o Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros organizou na segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017, véspera do One Planet Summit, uma conferência aberta ao público que permitiu abordar as questões dos financiamentos destinados às mulheres e aos desafios relacionados com o género neste domínio.

A Ministra dos Assuntos Europeus, Nathalie Loiseau, fez uma intervenção na sessão de abertura deste evento que reuniu numerosos peritos, personalidades políticas e representantes da sociedade civil. Esta introdução foi seguida da intervenção da Secretária-executiva da CNUCC, Patricia Espinosa. Os debates foram moderados por Brigitte Collet, Embaixadora encarregada das negociações sobre as alterações climáticas.

publicado em 13/12/2017

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