CIMEIRA “DESAFIO CLIMÁTICO E SOLUÇÕES AFRICANAS” Terça-feira, 1 de Dezembro de 2015 [fr]

No âmbito da COP21 presidida pela França, o Presidente da República organiza uma cimeira sobre o tema “Desafio climático e soluções africanas”, na terça-feira 1 de Dezembro das 9h30 às 11h30, no Bourget. Por ocasião desta cimeira, que dá continuidade às consultas de Paris e de Malta, o Presidente receberá 14 Chefes de Estado e de Governo africanos, entidades doadoras e representantes dos países emergentes. O seu objectivo é fazer das soluções propostas pelos países africanos a questão fulcral das negociações do acordo de Paris.
Continente extremamente vulnerável às alterações climáticas, a África, e particularmente a zonal sul do Sahel, já conhece os efeitos da desregulação climática (secas, inundações, vagas de calor e impactos sanitários e sobre a economia, situações extremas (ciclones e subida das águas do mar, etc.) ora que contribuiu muito pouco para isso. No terreno, a luta contra a desregulação climática organiza-se e concentra-se sobre as medidas de adaptação e de atenuação da desregulação climática.
Esta cimeira será uma oportunidade para apresentar projectos que visam restaurar ou manter condições de vida aceitáveis com os habitantes e para os habitantes desta zona geográfica graças aos projectos de restauração ecológica e de desenvolvimento de uma agricultura sustentável.

Serão abordados quatro temas :

- O acesso às energias renováveis: A União Africana pretende realizar 10GW em energias renováveis suplementares até 2020 e 300GW até 2030 (decisão da União Africana na Cimeira de Joanesburgo, Junho de 2015).

- A Grande Muralha Verde: Lançada em 2007, a iniciativa “Grande Muralha Verde”, que reúne onze países, da Mauritânia à Eritreia, tem por objectivo lutar contra a desertificação e contribuir para a adaptação das populações e dos ecossistemas às alterações climáticas, assim como para a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa. Até 2030, será necessário restaurar 50 milhões de hectares de terras, encorajar a adopção, por 10 milhões de agricultores, de práticas resilientes às alterações climáticas, e apoiar 300 milhões de pessoas nas comunidades rurais do Sahel.

- O rio “Níger”: o rio é uma bacia vital e um eixo económico primordial na África Ocidental. O rio garante uma agricultura de baixio com rendimentos elevados e constitui um espaço de pastagem indispensável para o gado, em zonas onde a criação de animais pode representar até 38% do PIB agrícola. Relativamente mal explorado, a valorização do rio permitiria aumentar o acesso à energia e garantir melhores produções agrícolas para as populações. A seca e a actividade humana ameaçam o rio Níger. O plano de investimento para o reforço da resiliência às alterações climáticas na bacia do Níger adoptado pela Autoridade da bacia do Níger deve permitir coordenar os esforços de adaptação às alterações climáticas iniciados pelos países da bacia do Níger.

- O Lago Chade: o Lago é um recurso com um potencial forte (pólo exportador de alimentação e criador de empregos) que albergava dois milhões de habitantes em 2014 e contribuía para a segurança alimentar de 13 milhões de pessoas no interior do país. O Lago insere-se numa bacia hidrográfica activa povoada por 47 milhões de habitantes. Depois de ter regredido imensamente durantes os anos de 1980-1990, parece ter agora estabilizado.

Elysée.

publicado em 01/02/2017

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