As empresas francesas na vanguarda da segurança cibernética [fr]

Os ciberataques se multiplicam, causando prejuízos colossais. Diante dos hackers da informática que atacam empresas e particulares, a resistência se organiza tendo a frente os franceses.

Os sistemas de informação são alvo de invasão de criminosos e hackers da informática visando desde a violação dos arquivos dos clientes, roubo de dados pessoais dos funcionários, dos diretores, dos acionistas, informações financeiras e industriais, a dados médicos sigilosos, correspondências... A proporção dos danos desses ataques parece não ter fim: desvio de fundos, falsificação de documentos, chantagens, graves desordens na estrutura das empresas e prejuízos a suas imagens. Muito mais do que um simples ato de criminalidade, os ciberataques representam uma ameaça crescente de sabotagens informáticas a nossas infraestruturas críticas (ex: energia, finanças, transportes, saúde...), podendo resultar em graves consequências no andamento do país.

Esse tipo de ameaça não para de crescer à medida que as trocas informáticas se desenvolvem. Os grandes grupos comerciais e administrações locais não são os únicos visados, as empresas de médio porte estão cada vez mais na mira: enquanto os ataques aumentaram no mundo inteiro em 42%, eles mais que dobraram para essas empresas com menos de 250 funcionários.

JPEGOs especialistas acreditam que a ciber criminalidade acarrete um prejuízo de 100 a 300 bilhões de euros no mundo inteiro. A imprecisão dos dados deve-se à dificuldade em identificar os ataques, certamente porque estes nem sempre são comunicados pelas empresas, que por sua vez se preocupam mais com a sua imagem, e em calcular o prejuízo, que na maioria das vezes está ligado a perda de uma vantagem concorrencial. Fica difícil então mascarar a gravidade da situação: os ciberataques estão cada vez mais frequentes, acarretando consequências graves. O setor da ciberataques tornou-se então muito interessante e a experiência francesa nesse ramo é muito apreciada.

Podemos encontrar também, nesse mercado, importantes grupos empresariais, como a Thales, a Airbus Group, a Bull, Safran, mas também várias empresas de pequeno porte. Entre as campeãs tricolores, Dictao, especialista em segurança de transações (autenticação, cofre-forte digital...), muito presente na administração pública, nos bancos, nas corretoras de seguros, abriu filiais na Espanha, na Dinamarca e está se instalando no Reino Unido. O sucesso de suas atividades no ramo da exportação é uma das características dessas empresas especializadas e inovadoras. Dez delas se juntaram aos quadros da Hexatrust, uma organização associativa na qual os membros são responsáveis por 39% do volume de suas vendas no exterior, representando um volume de negócios global de 110,4 milhões de euros em 2014, um crescimento de 17,5%. O pioneiro dessa iniciativa é a Wallix, líder europeu na gestão de usuários com privilégios, de conformidade e de rastreamento em uma única solução, uma tecnologia que seduz também a África, a Ásia e o Oriente Médio.

Hexatrust se associou em outubro passado ao Grupo de empresas francesas de defesa e segurança terrestre e aeroterrestre, que criou uma direção de sistemas de informação. Note-se que, já em 2008, o Livro Branco de Defesa e Segurança Nacional colocou a segurança dos sistemas de informação, ao mesmo nível que a dissuasão nuclear e o setor de mísseis balísticos! O grupo está trabalhando com a Agência Nacional de Segurança de Sistemas de Informação, na implementação do Plano 33 "segurança cibernética" da Nova França industrial, que planeja incluir também a criação de um "Label France”, uma marca de confiança, de qualidade e desempenho para as ofertas nacionais.

Dentro da Hexatrust há uma vasta gama de especialistas nesse setor com uma forte dimensão internacional: firewall, antivírus, sistemas de monitorização, detecção de intrusão, proteção contra intrusão, serviços de computação em nuvem, etc. Brainwave, um dos líderes em soluções de análise, controle e auditoria das autorizações é distribuído na Europa, África, América do Norte. Idecsi, especialista em proteção de e-mails, ganhou o Prêmio de Inovação em 2014, na conferência sobre sistemas de segurança e de informação.

Prim’X edita softwares de criptografia e Nethéos especializada em desmaterialização segura das transações e contratos em smartphones e tablets para os bancos. O software Opentrust, software líder na Europa de programas e serviços confiáveis de nuvem são usados por milhões de pessoas em todo o mundo. Olfeo especializada na edição de software de segurança de Internet, adapta suas soluções para cada um de seus mercados, suíços, belgas, alemães, marroquinos... Ozon oferece o primeiro serviço de nuvem projetado especificamente para proteger sites de comércio eletrônico. Devemos também mencionar Sentryo, Qosmos, Ilex, Ercom, Bertin, InWebo, iTrust, VPN, TrustInSoft, Vade Retro, muitas empresas cuja gama de produtos ricos tem em comum a ser ao mesmo tempo sofisticado e funcional.

O mercado de segurança cibernética é estimado em 4 bilhões de euros na França e está crescendo no mundo em 10% a cada ano. Além disso, o quadro legislativo está aumentando. A Lei de Proteção de Dados obriga as empresas a garantir a segurança dos dados pessoais, enquanto a lei de programação militar de dezembro de 2013 submete as infra-estruturas críticas públicas e privadas a certas regras estritas sobre segurança cibernética. A cibersegurança é um setor promissor!

Sylvie Thomas
Compromissos profissionais:
- 7º Fórum Internacional de Cyber Security 2015, em Lille, em 20 e 21 de Janeiro.
- 15ª Conferência sobre a segurança dos sistemas de informação em Mônaco de 30 Setembro a 3 de Outubro.

publicado em 05/12/2017

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