A aprendizagem do francês no mundo segundo relatórios da OIF [fr]

A aprendizagem do francês no mundo segundo relatórios da Organisação Internactional da Francofonia - OIF

De quatro em quatro anos, o Observatório de Língua Francesa da OIF publica um relatório sobre a situação do francês no mundo. Estes relatórios, o último foi publicado em 2014, são fruto de um trabalho de investigação e de análise de dados realizado por especialistas internacionais. Estes especialistas divulgam dados concretos sobre o uso da língua francesa, sobre o seu ensino, sobre o lugar que esta língua ocupa nos media, na internet, nos organismos internacionais, nos intercâmbios económicos, etc.

O francês no mundo

O francês, quinta língua mais falada no mundo, com 274 milhões de falantes, beneficia com o crescimento demográfico dos países da Africa subsariana cujos sistemas educativos continuam a atribuir um lugar privilegiado ao francês.
Com efeito, a língua francesa, 4ª língua de Internet, 3ª de negócios, 2ª de informação internacional nos media, 2ª língua de trabalho na maioria dos organismos internacionais e 2ª língua mais aprendida no mundo, representa uma oportunidade e é um trunfo para os seus falantes.
Alguns, os que “nascem e convivem com a língua francesa”, aprenderam-na na infância, na família, na escola e utilizam-na, no dia-a-dia (cerca de 212 milhões de pessoas) enquanto outros se apropriam dela ao longo de uma aprendizagem escolar ou universitária e, por vezes, como autodidatas. O francês, além de ser utilizado como língua de comunicação internacional, nos intercâmbios profissionais ou nos negócios, permite também aos seus falantes exprimirem, numa língua que se renova continuamente, a sua criatividade literária, poética ou musical a partir das suas identitades culturais próprias.
Em Portugal, a população francófona está estimada em 2,42 milhões de pessoas, ou seja 23% do total.

Os aprendentes de francês

Cerca de 49 milhões de pessoas no mundo aprendem a língua francesa como língua estrangeira, o que representa um crescimento de 6,5% do número de aprendentes em 4 anos (entre 2009 e 2013). A progressão por continente, excluindo a Europa, ultrapassa 43% em África e nas Caraíbas. Alguns países registam aumentos superiores a 30%: como é o caso de Angola, Moçambique, Argentina, Costa Rica, China ou Índia. O número de alunos e de estudantes ultrapassou 1 milhão na Argélia, Alemanha, Canadá (salvo o Quebec), Espanha, Estados Unidos, Índia, Marrocos, Nigéria, Roménia, etc.

A Alliance française constitui uma grande rede cultural mundial, com 850 delegações em 137 países em cinco continentes. Todos os anos, mais de 500 000 pessoas, de todas as idades, aprendem a língua ou participam em actividades culturais em francês nas Alliances françaises, que apesar de serem federadas numa Fundação criada em França e apoiadas pela cooperação francesa, são associações de direito local que mobilizam 8 500 voluntários. Entre 2009 e 2013, o número de alunos de francês inscritos nas Alliances françaises no mundo registou um aumento notável (+12%). Na Europa, depois do Mónaco que duplicou o número de inscritos na Alliance française, foram a Ucrânia (+62%) e Portugal (+44%) que demonstraram o maior interesse pela língua francesa e pelas suas expressões culturais.

A motivação dos aprendentes

As razões que levam os aprendentes a decidirem estudar francês dependem muito do contexto. Por exemplo, na China ou no Brasil, o desejo de prosseguir estudos numa universidade francófona é determinante para a escolha do francês.

Os estudantes estrangeiros em França

Em França, o custo com o ensino superior – avaliado em cerca de 10 000 euros por ano e por estudante – é suportado pelo Estado francês independentemente da nacionalidade do beneficiário. As propinas, muito inferiores às do Reino Unido ou às dos Estados Unidos, são das mais baixas da Europa. Em 2013-14, havia 295 100 estudantes estrangeiros em França, ou seja, um em cada oito estudantes. Os Africanos representam cerca de metade desta população, enquanto a proporção de Americanos e de Asiáticos está a aumentar rapidamente. Três quartos dos estudantes estrangeiros em França frequentam as universidades. Em proporção, o número é maior em mestrados (18%) e doutoramentos (41%) do que em licenciaturas (11%). Em dez anos (de 2003 a 2013) os estudantes estrangeiros contribuiram para cerca de um terço do crescimento dos efectivos do ensino superior francês.

O nível de francês requerido pelas universidades francesas

Cada estabelecimento de ensino superior, que é autónomo, estipula o nível de francês requerido. Regra geral, as áreas de ciências humanas e sociais exigem um nível de língua mais elevado (B2, ou mesmo C1) do que as áreas ciêntificas (B1).

Fontes :
http://www.francophonie.org/IMG/pdf/oif_synthese_portugais_001-024.pdf
http://www.francophonie.org
http://publication.enseignementsup-recherche.gouv.fr/eesr/8/EESR8_ES_13-les_etudiants_etrangers_dans_l_enseignement_superieur.php

publicado em 04/05/2017

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